São dias de sol assim que me inspiram. Que me deixam leve e preenchida, que me fazem querer mais e mais e mais. Que me fazem agradecer sempre. Que me fazem lembrar que a felicidade existe e que está simplesmente à espera que a encontremos. Que me fazem beliscar e piscar os olhos, para ter a certeza que é real e que não estou a sonhar. Que me fazem sorrir e esquecer os dias mais nublados. Que me deixam a pensar que, afinal, a perfeição existe mesmo. Que me fazem feliz, só por serem assim, cheios de sol.
Como já há bastante tempo não escrevia aqui um poema de Fernando Pessoa, deixo o deste fim-de-semana:
"O verde do céu azul antes do sol ir a nascer; E o azul branco do ocidente onde o brilhar do sol se sumiu.
As cores verdadeiras das coisas que os olhos vêem - O luar não branco mas cinzento levemente azulado.
Contenta-me ver com os olhos e não com as páginas lidas."
Alberto Caeiro, Poesia Porque por vezes, não há palavras que descrevam imagens e o que os olhos vêem. Há que olhar e absorver o momento, procurando não esquecer os sentimentos que em nós provoca. Guardar no nosso álbum de fotografias interior e que todos nós temos.
Música que vai na minha cabeça: "Blue Bird On a Sunny Day" - Rita Red Shoes