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sábado, 7 de julho de 2012

Da gestão de expectativas



Gerir expectativas não é fácil. O velho dilema de esperar demasiado e as coisas não correrem como esperamos ou esperar o mínimo para não nos desiludirmos.
O optimista, espera sempre o melhor, julgo eu. E, mesmo que bata com a cabeça na parede, logo encontrará forma de se reerguer e de novo tentar ver o lado positivo das coisas.
Já o pessimista, tende a não conseguir ver esse lado positivo. Espera sempre o pior ou, pelo menos, tenta não ter grandes expectativas sequer, para que o balde de água não seja tão frio.
Qual das hipóteses a melhor?
Será que ao fim de tantas cabeçadas/desilusões, o natural não é as expectativas irem diminuindo, seja por uma questão de auto-protecção ou apenas de realismo?
Mas como decidir qual a melhor alternativa?
Ao mesmo tempo não será "triste" termos que andar com as expectativas no mínimo? Não teremos nós o direito de esperar mais? De querer mais?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ando a reparar que, muitas vezes, rio sem razão nenhuma. Falam para mim e eu respondo a rir. E depois perguntam de que é que me estou a rir e eu respondo que não é por razão nenhuma.
E o pior é quando me rio e me estão a falar de algum assunto sério.
Eu devo ter algum problema, só pode.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

É isso :)



A vida prega-nos partidas. Mas daquelas bem pregadas mesmo. De tal maneira que, coisas que antes dizíamos que nunca na vida nos iriam acontecer, acontecem mesmo.
Por vezes apanham-nos desprevenidos, qual tufão que surge sem que o esperássemos. Mas noutras vezes, não é tão de repente assim e vai-nos dando hipótese de nos apercebermos.
E é bom quando a surpresa é boa e gosto quando surge assim, devagarinho, dando tempo para pensar no que está a acontecer, mesmo que não se saiba explicar o porquê e mesmo que algo tenha feito com que a realidade passasse a ser outra.
Nesses casos, penso que há que simplesmente aceitar e ir usufruindo da novidade, vivendo um dia de cada vez com ela e ir aproveitando o bem que ela nos faz e as coisas boas que traz para a nossa vida.
Porque uma coisa é certa, se nos sentimos bem, felizes e cada dia mais preenchidos, é sinal que temos que a aproveitar ao máximo.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

É o chamado estar com um olho no burro e outro no cigano.

Esperar pelo melhor, mas nunca fiando.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"I got to know you. You cured me of you." One day

O que vale é que há pessoas que, com as atitudes que têm, nos ajudam logo a perceber como são na realidade. Podiam era tê-lo feito há mais tempo, poupavam-nos trabalho e chatices. Escusavam de andar a atrasar a nossa vida e a fazer-nos crer que eram uma coisa completamente oposta. Mas pronto, mais vale tarde do que nunca. Deram-se a conhecer e ao menos assim já não andamos enganados.

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Porque todos precisamos (muitas vezes) de um ombro amigo.


Porque todos precisamos de alguém que nos entenda e que o diga ou pelo menos que o demonstre.


Porque precisamos de quem nos acompanhe nas gargalhadas e momentos felizes, mas também nas tristezas, porque divididas custam menos a passar.


Porque precisamos de alguém a quem contar ideias parvas e, quem sabe, ideias geniais.


Porque não somos robots e não vivemos isolados.

sábado, 30 de julho de 2011

É que é isso mesmo!

Ultimamente, tenho dado por mim a reparar na minha faceta mais pessimista. Sou, efectivamente, mais pessimista do que julgava ser e do que deveria ser.

Na verdade, não sei se se trata apenas de uma forma de defesa. Afinal de contas, se no fim as coisas correrem "mal", acaba por ser até bom não termos tido expectativas muito elevadas, já que assim evitamos desilusões maiores.

Mas por outro lado, esse pensamento negativo, esse achar sempre que as coisas podem ou vão correr mal, também não ajuda nem traz resultados felizes. Porque, ainda assim, a desilusão não vai deixar de aparecer.

E realmente, de que nos vale pensarmos sempre no lado mau das coisas? De que nos vale SÓ vermos esse lado? De que nos vale esperar SÓ o pior? De nada, penso eu. Absolutamente nada. Só traz é chatices, arrelias e angústias. Só traz o coração sempre nas mãos e a ansiedade à flor da pele.

Quero acreditar que, ao começarmos a pensar no que pode dar certo, vamos descobrir coisas que nem sabíamos que existiam. Vamos chegar à conclusão que até estávamos a exagerar e a fazer filmes que não tinham razão de existir. E quero acreditar na velha máxima que diz que, se pensarmos com muita força no que queremos, o universo conspirará a nosso favor e fará com que isso nos aconteça. Não se trata, claro, de nunca fazermos nada para atingir o que queremos, nem de nos encostarmos à sombra da bananeira à espera que as coisas nos caiam do céu aos trambolhões. Trata-se, sim, de juntar às atitudes que temos para conseguirmos o que queremos, um bocadinho de pensamento e de energia positivas. Só assim as coisas poderão resultar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Há um ano atrás disse que estava à espera do que quer que fosse.

Pois que um ano depois continuo à espera. Mas posso dizer, com certeza absoluta, que tenho a cabeça muito mais limpa e as ideias muito mais claras. E é boa esta sensação. É bom chegar à conclusão que consegui estabelecer a fronteira entre o que quero e o que não quero, entre o que me faz bem e o que é completamente pouco saudável para mim. E melhor ainda é saber que houve pessoas que, inesperadamente, entraram na minha vida e que me ajudaram, mesmo sem saberem, mesmo sem eu contar com isso. E isso é tão mas tão bom, sabe maravilhosamente e é muito reconfortante.

Os 27 anos hão-de trazer-me boas surpresas, eu sei. Uma coisa é certa: os últimos tempos dos 26 foram completamente inesquecíveis! :)



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Alguém que me explique como se eu fosse muito burra

Nós mulheres somos chatas, que somos, não há que negar. E muitas vezes, sim. Se fazemos filmes? Falta pouco para sermos realizadoras de cinema. E, admito, a maioria das vezes, os filmes nem têm razão de existir. Somos complicadas? Q.b., há muitas coisas que são simples, e nós gostamos de complicar, assim como quem dá uma volta enorme para chegar a um sítio ao qual se podia chegar rapidamente. Tudo isto faz parte de nós, acredito mesmo que nascemos assim, umas mais outras menos, mas não anda muito longe. Por isso, sei que muitas vezes não é fácil lidar connosco.

Agora, alguém que me consiga explicar, afinal de contas, o que é que os homens querem?? É que juro que não consigo perceber. Só consigo chegar a uma conclusão: eles não sabem o que querem. É isso, de certeza, só pode.

Não há por aí homenzinhos cuja idade corresponda, verdadeiramente, à sua idade mental, pois não? Ou andam escondidos? É isso, não é?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Celine: But then the morning comes, and we turn back into pumpkins, right?

Before Sunrise

Umas vezes sim, outras não. Umas há que parece que realmente foi um feitiço que se lhe deu e basta que ele passe para que se veja a verdade. Noutras, está tudo tão exactamente na mesma, é tudo tão exactamente igual que até faz impressão. As circunstâncias e o contexto mudaram mas o essencial está lá, como era dantes.

De facto, há coisas que nunca mudam. E ainda bem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desconfio que a minha memória é selectiva. Só se lembra do que quer e do que lhe convém. Ou do que me convém a mim.

Há mesmo vezes em que tenho a certeza que a alcunha Dori me assenta como uma luva. Não que me esqueça de coisas que tenha para fazer, por exemplo. Esqueço-me mesmo de factos, coisas concretas que se passaram na minha vida. Acontece frequentemente dizerem-me "lembras-te quando brincávamos a isto ou aquilo?" ou "quando passávamos os feriados a jogar à barra do lenço" e se há alturas em que com esse refrescar da memória até consigo lembrar-me, outras há em que faço o meu melhor sorriso amarelo e digo "ehhh pois, não me lembro". E é triste, que é. Podia hoje em dia ser uma mulher com tantas mais histórias para contar e recordar e não. Limito-me a lembrar de coisas que, muitas vezes, não interessam a ninguém. Nesses casos, valia mesmo mais fazer um reset à memória e esquecer para todo o sempre. Depois também há coisas das quais me lembro ao pormenor, desde a roupa que tinha vestida, à roupa que as pessoas com quem estava tinham vestida, à hora do dia, ao sítio, ao dia de semana, a coisas que foram ditas.

É por isso que eu digo que a minha memória é selectiva. Não sabe é escolher muito bem, por vezes.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vontade #8

Para esquecer esta chuva e trovoada que resolveram aparecer para receber o fim-de-semana (onde é que já se viu?), escolho estar num sítio assim, a ver o pôr-do-sol, descansadinha da vida, como se nada fosse comigo e a vida fosse só isso mesmo: estar ali.

Alguém me acompanha?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"And it's not so important happy ever after, just that it's happy right now. See once in a while, once in a blue moon, people will surprise you, and once in a while people may even take your breath away."

Grey's Anatomy

É como o meu primito de 5 anos (aquele que namora com a miúda que não é para casar) me oferecer uma flor. Ainda há quem tenha a capacidade de nos surpreender. À falta de quem me ofereça flores, está (esteve) lá o meu primo para me pôr um sorriso na cara. Começa cedo a criança.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sabem bem fins de semana assim

viagem, jantarinho bom, primos, afilhada linda, conversas, leituras, sono, passeio pelo Porto, mais um jantarinho bom, séries, sono, mais uma viagem, paisagens magníficas com o rio Douro a acompanhar, um paraíso na terra, almocinho maravilha, ar puro, conversas, matrecos, passeio a andar a pé, caminhos, limões biológicos, cavalo-que-é-meigo-e-não-faz-mal-a-ninguém-mas-que-ainda-assim-corre-que-nem-um-doido-e-tem-se-medo-na-mesma, descanso, jantar da despedida, mimos muitos no primo e na afilhada. FAMÍLIA. Fim-de-semana revigorante.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vontade #7

Era isto:

ou isto:
Não sou esquisita. Qualquer um deles serve.


Desde que seja num curto espaço de tempo.


Acho que não é pedir muito.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Communication. It's the first thing we really learn in life.Funny thing is, once we grow up, learn our words and really start talking the harder it becomes to know what to say. Or how to ask for what we really need.

Grey's Anatomy


Porque as palavras por vezes não querem sair. Ou não saem da forma como queremos que saiam. E o que é fácil, torna-se difícil e fazemos disso um bicho de sete cabeças. E não vale a pena. De todo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Coisas boas #8

Daquelas conversas mesmo meeeesmo antigas.

É giro. E bom. E às vezes dá um nó no estômago.

Mas continua a ser bom.

E dá vontade de rir.

E lemos outra vez.

E parece que foi ontem

Ainda é bom.

domingo, 17 de abril de 2011

Ora aí está o que é :)

Verdade verdadinha, sem tirar nem pôr.

Tanto dá para um lado como para o outro, é o que vale.

:)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dos meus filmes de eleição #2

Jesse: I don't know, I think that if I could just accept the fact that my life is supposed to be difficult, you know, that's what to be expected, then I might not get so pissed-off about it and I'll just be glad when something nice happens.


Before Sunrise


Quanto mais não seja, para darmos mais valor às coisas boas quando elas acontecem...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coisas boas #7

Eu cá acho que temos sempre espaço para conhecer pessoas novas. Umas não se substituem às outras, a menos que circunstâncias da vida o provoquem. Mas por norma, as amizades acumulam-se.

E depois é bom, quando pessoas que conhecemos há pouco se tornam, quase instantaneamente, amigas, daquelas com quem sabemos que podemos contar e com quem descobrimos que temos tanto em comum.

É nestas alturas que penso que determinadas coisas acontecem na nossa vida, naquele momento, porque têm de acontecer exactamente assim. E que conhecemos certas pessoas por alguma razão.