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sábado, 7 de julho de 2012

Da gestão de expectativas



Gerir expectativas não é fácil. O velho dilema de esperar demasiado e as coisas não correrem como esperamos ou esperar o mínimo para não nos desiludirmos.
O optimista, espera sempre o melhor, julgo eu. E, mesmo que bata com a cabeça na parede, logo encontrará forma de se reerguer e de novo tentar ver o lado positivo das coisas.
Já o pessimista, tende a não conseguir ver esse lado positivo. Espera sempre o pior ou, pelo menos, tenta não ter grandes expectativas sequer, para que o balde de água não seja tão frio.
Qual das hipóteses a melhor?
Será que ao fim de tantas cabeçadas/desilusões, o natural não é as expectativas irem diminuindo, seja por uma questão de auto-protecção ou apenas de realismo?
Mas como decidir qual a melhor alternativa?
Ao mesmo tempo não será "triste" termos que andar com as expectativas no mínimo? Não teremos nós o direito de esperar mais? De querer mais?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

É isso :)



A vida prega-nos partidas. Mas daquelas bem pregadas mesmo. De tal maneira que, coisas que antes dizíamos que nunca na vida nos iriam acontecer, acontecem mesmo.
Por vezes apanham-nos desprevenidos, qual tufão que surge sem que o esperássemos. Mas noutras vezes, não é tão de repente assim e vai-nos dando hipótese de nos apercebermos.
E é bom quando a surpresa é boa e gosto quando surge assim, devagarinho, dando tempo para pensar no que está a acontecer, mesmo que não se saiba explicar o porquê e mesmo que algo tenha feito com que a realidade passasse a ser outra.
Nesses casos, penso que há que simplesmente aceitar e ir usufruindo da novidade, vivendo um dia de cada vez com ela e ir aproveitando o bem que ela nos faz e as coisas boas que traz para a nossa vida.
Porque uma coisa é certa, se nos sentimos bem, felizes e cada dia mais preenchidos, é sinal que temos que a aproveitar ao máximo.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

É o chamado estar com um olho no burro e outro no cigano.

Esperar pelo melhor, mas nunca fiando.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"I got to know you. You cured me of you." One day

O que vale é que há pessoas que, com as atitudes que têm, nos ajudam logo a perceber como são na realidade. Podiam era tê-lo feito há mais tempo, poupavam-nos trabalho e chatices. Escusavam de andar a atrasar a nossa vida e a fazer-nos crer que eram uma coisa completamente oposta. Mas pronto, mais vale tarde do que nunca. Deram-se a conhecer e ao menos assim já não andamos enganados.

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Porque todos precisamos (muitas vezes) de um ombro amigo.


Porque todos precisamos de alguém que nos entenda e que o diga ou pelo menos que o demonstre.


Porque precisamos de quem nos acompanhe nas gargalhadas e momentos felizes, mas também nas tristezas, porque divididas custam menos a passar.


Porque precisamos de alguém a quem contar ideias parvas e, quem sabe, ideias geniais.


Porque não somos robots e não vivemos isolados.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

At the end of the day, there are some things you just can't help but talk about. Some things we just don't want to hear, and some things we say because we can't be silent any longer. Some things are more than what you say, they're what you do. Some things you say cause there's no other choice. Some things you keep to yourself. And not too often, but every now and then, some things simply speak for themselves.


Anatomia de Grey


Porque há coisas que, na verdade, devem ser ditas, sobretudo quando se começa a falar nelas e depois não se acaba. Quando se levanta a ponta do véu e não se mostra tudo. Quando se toca levemente no assunto e a outra pessoa fica a pensar e quer ouvir o resto e não se desenvolve mais. Para quê começar e não terminar o que se começou a dizer? Para quê trazer o tema, sequer, à baila, quando muitas vezes nem se falava de nada próximo?

Detesto conversas deixadas a meio. Detesto ter que ler nas entrelinhas e ter que supor/imaginar o que quer que seja que a outra pessoa quis dizer ou dar a entender.

Será pedir muito que fale de uma vez por todas e que diga tudo de uma vez em vez de deixar para uma melhor oportunidade? Essa oportunidade pode nem surgir e depois, a intenção de ter essa conversa um dia mais tarde, morre por terra.

Para mim não faz sentido. Para isso, nem vale a pena começar.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Que bom que era...

Aqueles sonhos bons, mesmo bons.

Quando acordamos com pena por o sonho não ter continuado.

Aqueles que gostávamos que acontecessem na vida real.

Há que fazer para que isso aconteça, sim.



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Coisas boas #10

É aquela cumplicidade.

É uma forma de pensar igual.

É uma sensação mais do que boa.

sábado, 30 de julho de 2011

É que é isso mesmo!

Ultimamente, tenho dado por mim a reparar na minha faceta mais pessimista. Sou, efectivamente, mais pessimista do que julgava ser e do que deveria ser.

Na verdade, não sei se se trata apenas de uma forma de defesa. Afinal de contas, se no fim as coisas correrem "mal", acaba por ser até bom não termos tido expectativas muito elevadas, já que assim evitamos desilusões maiores.

Mas por outro lado, esse pensamento negativo, esse achar sempre que as coisas podem ou vão correr mal, também não ajuda nem traz resultados felizes. Porque, ainda assim, a desilusão não vai deixar de aparecer.

E realmente, de que nos vale pensarmos sempre no lado mau das coisas? De que nos vale SÓ vermos esse lado? De que nos vale esperar SÓ o pior? De nada, penso eu. Absolutamente nada. Só traz é chatices, arrelias e angústias. Só traz o coração sempre nas mãos e a ansiedade à flor da pele.

Quero acreditar que, ao começarmos a pensar no que pode dar certo, vamos descobrir coisas que nem sabíamos que existiam. Vamos chegar à conclusão que até estávamos a exagerar e a fazer filmes que não tinham razão de existir. E quero acreditar na velha máxima que diz que, se pensarmos com muita força no que queremos, o universo conspirará a nosso favor e fará com que isso nos aconteça. Não se trata, claro, de nunca fazermos nada para atingir o que queremos, nem de nos encostarmos à sombra da bananeira à espera que as coisas nos caiam do céu aos trambolhões. Trata-se, sim, de juntar às atitudes que temos para conseguirmos o que queremos, um bocadinho de pensamento e de energia positivas. Só assim as coisas poderão resultar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Há um ano atrás disse que estava à espera do que quer que fosse.

Pois que um ano depois continuo à espera. Mas posso dizer, com certeza absoluta, que tenho a cabeça muito mais limpa e as ideias muito mais claras. E é boa esta sensação. É bom chegar à conclusão que consegui estabelecer a fronteira entre o que quero e o que não quero, entre o que me faz bem e o que é completamente pouco saudável para mim. E melhor ainda é saber que houve pessoas que, inesperadamente, entraram na minha vida e que me ajudaram, mesmo sem saberem, mesmo sem eu contar com isso. E isso é tão mas tão bom, sabe maravilhosamente e é muito reconfortante.

Os 27 anos hão-de trazer-me boas surpresas, eu sei. Uma coisa é certa: os últimos tempos dos 26 foram completamente inesquecíveis! :)



terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu sei que me começo a repetir, mas cada vez acontecem mais coisas que me levam a ter a certeza de que não acontecem por acaso. Têm alguma finalidade, quanto mais não seja, servem para retirarmos delas alguma lição.

É isso e, quando a vida parece estar a encaminhar-se, haver uma reviravolta de tal ordem que só pode ser para aprendermos alguma coisa com isso. Senão não se percebe qual a ideia. E depois pensamos: se determinadas pessoas não aparecessem na nossa vida, não conhecíamos outras. O certo é que percebemos que é depois de essas pessoas aparecerem e de rapidamente passarem a fazer parte da nossa vida, que passamos a ver muitas coisas de outra maneira, de outro prisma. Assim sendo, será que essas pessoas tinham que aparecer? Será que se não aparecessem, pelo menos nesta altura, as mesmas coisas tinham acontecido? E da mesma maneira? É estranho, mas dou por mim a pensar nisso, que cada um de nós pode ter um determinado papel na vida e que acaba por cumpri-lo, mesmo sem saber. Sobretudo quando se dá a tal reviravolta que nos leva a questionar, ainda mais, o propósito de tudo estar a acontecer. Para nos testar? Para percebermos que, afinal, o caminho não era por ali? Ou era e nós é que temos de mudar alguma coisa, radicalmente?

O pior de tudo isto é não conseguir obter nenhuma resposta esclarecedora. Tenho de me limitar a aceitar e a ir tentando perceber, embora seja uma tarefa inglória, porque não chego a conclusão nenhuma. Umas vezes acho que é uma coisa, logo a seguir tudo me faz questionar tudo e voltar ao ponto de partida. A minha cabeça dá um nó e acho que, afinal, posso concluir uma coisa: não vale a pena questionar tudo. É difícil, que é, mas que não adianta de nada, isso não.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Alguém que me explique como se eu fosse muito burra

Nós mulheres somos chatas, que somos, não há que negar. E muitas vezes, sim. Se fazemos filmes? Falta pouco para sermos realizadoras de cinema. E, admito, a maioria das vezes, os filmes nem têm razão de existir. Somos complicadas? Q.b., há muitas coisas que são simples, e nós gostamos de complicar, assim como quem dá uma volta enorme para chegar a um sítio ao qual se podia chegar rapidamente. Tudo isto faz parte de nós, acredito mesmo que nascemos assim, umas mais outras menos, mas não anda muito longe. Por isso, sei que muitas vezes não é fácil lidar connosco.

Agora, alguém que me consiga explicar, afinal de contas, o que é que os homens querem?? É que juro que não consigo perceber. Só consigo chegar a uma conclusão: eles não sabem o que querem. É isso, de certeza, só pode.

Não há por aí homenzinhos cuja idade corresponda, verdadeiramente, à sua idade mental, pois não? Ou andam escondidos? É isso, não é?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Celine: But then the morning comes, and we turn back into pumpkins, right?

Before Sunrise

Umas vezes sim, outras não. Umas há que parece que realmente foi um feitiço que se lhe deu e basta que ele passe para que se veja a verdade. Noutras, está tudo tão exactamente na mesma, é tudo tão exactamente igual que até faz impressão. As circunstâncias e o contexto mudaram mas o essencial está lá, como era dantes.

De facto, há coisas que nunca mudam. E ainda bem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desconfio que a minha memória é selectiva. Só se lembra do que quer e do que lhe convém. Ou do que me convém a mim.

Há mesmo vezes em que tenho a certeza que a alcunha Dori me assenta como uma luva. Não que me esqueça de coisas que tenha para fazer, por exemplo. Esqueço-me mesmo de factos, coisas concretas que se passaram na minha vida. Acontece frequentemente dizerem-me "lembras-te quando brincávamos a isto ou aquilo?" ou "quando passávamos os feriados a jogar à barra do lenço" e se há alturas em que com esse refrescar da memória até consigo lembrar-me, outras há em que faço o meu melhor sorriso amarelo e digo "ehhh pois, não me lembro". E é triste, que é. Podia hoje em dia ser uma mulher com tantas mais histórias para contar e recordar e não. Limito-me a lembrar de coisas que, muitas vezes, não interessam a ninguém. Nesses casos, valia mesmo mais fazer um reset à memória e esquecer para todo o sempre. Depois também há coisas das quais me lembro ao pormenor, desde a roupa que tinha vestida, à roupa que as pessoas com quem estava tinham vestida, à hora do dia, ao sítio, ao dia de semana, a coisas que foram ditas.

É por isso que eu digo que a minha memória é selectiva. Não sabe é escolher muito bem, por vezes.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"And it's not so important happy ever after, just that it's happy right now. See once in a while, once in a blue moon, people will surprise you, and once in a while people may even take your breath away."

Grey's Anatomy

É como o meu primito de 5 anos (aquele que namora com a miúda que não é para casar) me oferecer uma flor. Ainda há quem tenha a capacidade de nos surpreender. À falta de quem me ofereça flores, está (esteve) lá o meu primo para me pôr um sorriso na cara. Começa cedo a criança.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

No seguimento do post anterior

Dizer o que temos a dizer é não ficar nada por dizer. É não chegarmos ao fim e nos lembrarmos de uma data de coisas que não dissemos e devíamos ter dito. Ou pior: quando nos apercebemos disso tempos mais tarde e, aí, já não vale a pena voltar a tocar no assunto.

Para evitar isso, há que dizer tudo, bom e mau. Falar do que nos vai cá dentro. Como diz a música, é melhor dizer a mais do que ficar algo por dizer. E eu concordo. É preferível o sentimento de nos arrependermos do que dissemos do que a sensação de termos coisas entaladas na garganta. Evitam-se mal-entendidos e esclarecem-se coisas. E isso é o principal.

Já agora, conta se sonharmos que dizemos tudo o que temos a dizer?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Say what you need to say

Have no fear for giving in

Have no fear for giving over

You better know that in the end it's better to say too much

Than never to say what you need to say again...

Even if your hands are shaking

And your faith is broken

Even as the eyes are closing

Do it with a heart wide open

Say what you need to say...

John Mayer - Say


É isso. Tal e qual.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sabem bem fins de semana assim

viagem, jantarinho bom, primos, afilhada linda, conversas, leituras, sono, passeio pelo Porto, mais um jantarinho bom, séries, sono, mais uma viagem, paisagens magníficas com o rio Douro a acompanhar, um paraíso na terra, almocinho maravilha, ar puro, conversas, matrecos, passeio a andar a pé, caminhos, limões biológicos, cavalo-que-é-meigo-e-não-faz-mal-a-ninguém-mas-que-ainda-assim-corre-que-nem-um-doido-e-tem-se-medo-na-mesma, descanso, jantar da despedida, mimos muitos no primo e na afilhada. FAMÍLIA. Fim-de-semana revigorante.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Gosto quando consigo ver as coisas de outra forma, com clareza. É uma das vantagens da passagem do tempo, permite que mudemos a nossa maneira de pensar, pelo menos em relação a determinados acontecimentos. Outros há que, por mais que o tempo passe, não há forma de os conseguir encarar mais levemente. Podem simplesmente mudar-se para uma parte do cérebro onde se mantenham bem escondidinhos, que é onde eles estão bem.

Mas quanto àqueles que passamos a conseguir ver de forma diferente, é até boa a sensação de os relembrar passados anos. Depois de nem querer pensar neles, é engraçado chegar à conclusão de que, afinal, eles podem bem vir ao de cima que não me afectam, pelo menos pelo lado negativo.

É, mais uma vez, nestas alturas que penso que as coisas acontecem quando têm de acontecer e sempre por alguma razão. É de certeza para nos fazer crescer, porque efectivamente crescemos.

E se tempos mais tarde os tais acontecimentos surgem novamente é porque, efectivamente, tinham de surgir e aí, podemos já não crescer com eles, mas com o que já mudámos, encaramo-los certamente de outra perspectiva.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Communication. It's the first thing we really learn in life.Funny thing is, once we grow up, learn our words and really start talking the harder it becomes to know what to say. Or how to ask for what we really need.

Grey's Anatomy


Porque as palavras por vezes não querem sair. Ou não saem da forma como queremos que saiam. E o que é fácil, torna-se difícil e fazemos disso um bicho de sete cabeças. E não vale a pena. De todo.