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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Coisas boas #10

É aquela cumplicidade.

É uma forma de pensar igual.

É uma sensação mais do que boa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Há um ano atrás disse que estava à espera do que quer que fosse.

Pois que um ano depois continuo à espera. Mas posso dizer, com certeza absoluta, que tenho a cabeça muito mais limpa e as ideias muito mais claras. E é boa esta sensação. É bom chegar à conclusão que consegui estabelecer a fronteira entre o que quero e o que não quero, entre o que me faz bem e o que é completamente pouco saudável para mim. E melhor ainda é saber que houve pessoas que, inesperadamente, entraram na minha vida e que me ajudaram, mesmo sem saberem, mesmo sem eu contar com isso. E isso é tão mas tão bom, sabe maravilhosamente e é muito reconfortante.

Os 27 anos hão-de trazer-me boas surpresas, eu sei. Uma coisa é certa: os últimos tempos dos 26 foram completamente inesquecíveis! :)



terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu sei que me começo a repetir, mas cada vez acontecem mais coisas que me levam a ter a certeza de que não acontecem por acaso. Têm alguma finalidade, quanto mais não seja, servem para retirarmos delas alguma lição.

É isso e, quando a vida parece estar a encaminhar-se, haver uma reviravolta de tal ordem que só pode ser para aprendermos alguma coisa com isso. Senão não se percebe qual a ideia. E depois pensamos: se determinadas pessoas não aparecessem na nossa vida, não conhecíamos outras. O certo é que percebemos que é depois de essas pessoas aparecerem e de rapidamente passarem a fazer parte da nossa vida, que passamos a ver muitas coisas de outra maneira, de outro prisma. Assim sendo, será que essas pessoas tinham que aparecer? Será que se não aparecessem, pelo menos nesta altura, as mesmas coisas tinham acontecido? E da mesma maneira? É estranho, mas dou por mim a pensar nisso, que cada um de nós pode ter um determinado papel na vida e que acaba por cumpri-lo, mesmo sem saber. Sobretudo quando se dá a tal reviravolta que nos leva a questionar, ainda mais, o propósito de tudo estar a acontecer. Para nos testar? Para percebermos que, afinal, o caminho não era por ali? Ou era e nós é que temos de mudar alguma coisa, radicalmente?

O pior de tudo isto é não conseguir obter nenhuma resposta esclarecedora. Tenho de me limitar a aceitar e a ir tentando perceber, embora seja uma tarefa inglória, porque não chego a conclusão nenhuma. Umas vezes acho que é uma coisa, logo a seguir tudo me faz questionar tudo e voltar ao ponto de partida. A minha cabeça dá um nó e acho que, afinal, posso concluir uma coisa: não vale a pena questionar tudo. É difícil, que é, mas que não adianta de nada, isso não.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Celine: But then the morning comes, and we turn back into pumpkins, right?

Before Sunrise

Umas vezes sim, outras não. Umas há que parece que realmente foi um feitiço que se lhe deu e basta que ele passe para que se veja a verdade. Noutras, está tudo tão exactamente na mesma, é tudo tão exactamente igual que até faz impressão. As circunstâncias e o contexto mudaram mas o essencial está lá, como era dantes.

De facto, há coisas que nunca mudam. E ainda bem.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coisas boas #7

Eu cá acho que temos sempre espaço para conhecer pessoas novas. Umas não se substituem às outras, a menos que circunstâncias da vida o provoquem. Mas por norma, as amizades acumulam-se.

E depois é bom, quando pessoas que conhecemos há pouco se tornam, quase instantaneamente, amigas, daquelas com quem sabemos que podemos contar e com quem descobrimos que temos tanto em comum.

É nestas alturas que penso que determinadas coisas acontecem na nossa vida, naquele momento, porque têm de acontecer exactamente assim. E que conhecemos certas pessoas por alguma razão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E depois ainda me dizem


"Leva a vida na boa e não a queiras definir. Deixa-a definir-se."

E eu sei que é isso que vou fazer.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Se já aqui disse que a felicidade dos outros me contagia, ainda mais contagiante é o optimismo das pessoas. Então quando é para nos animar, bendito seja ele! É que até podemos estar em baixo, a achar que o mundo é cinzento e que somos as pessoas mais infelizes à face da terra, que logo vem a pessoa optimista e trata de nos fazer ver o sol. E afinal, ohhhh!, não há nuvens! O céu está completamente azulinho! Mas de onde é que eu tirei a ideia disparatada de que o mundo era cinzento? E é assim que, absorvendo um pouquinho que seja do optimismo dos outros, a vida de repente parece tão mais colorida e passamos a enfrentar as coisas de outra forma. E muito sortuda sou eu, que tenho as minhas pessoas optimistas particulares (salvo seja) e que me põem sempre sorrisos na cara. Um beijinho gigante para elas, que sabem quem são. É preciso é que leiam o blogue. Espero conseguir ser para elas um décimo da pessoa optimista que elas são para mim.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ainda da amizade

Os amigos são para as ocasiões. Frase batida, sim. Mas sempre actual. Porque são mesmo. E para todas as ocasiões. As más, as boas, as assim-assim, as divertidas, as parvas, as de chorar as pedras da calçada. São para essas todas e muitas mais. É quase como que um requisito para se ser amigo. Ai queres ser meu/minha amigo/a? Então sabes o que isso significa.
Os problemas dos amigos não nos chateiam, assim como esperamos que os nossos não os chateiem a eles. Senão era um verdadeiro contra-censo. Era contradizer o significado da palavra amizade. Amizade implica mesmo partilha e desabafo, só assim faz sentido, pelo menos para mim. Não imagino a minha vida sem ter os meus amigos com quem desabafar, com quem falar de tudo o que me vai na alma. Basta querer/precisar de o fazer e o primeiro que estiver disponível é com quem eu falo.
Faz-nos mal guardar tudo para nós. São angústias, ansiedades e dúvidas que guardamos cá dentro desnecessariamente. Ouvir a opinião dos outros, aqueles, os amigos, é mais do que importante. É fundamental. Ajudam-nos a ver as coisas de outra forma, chamam-nos à razão, trazem-nos à terra quando estamos a subir demais, porque quem está de fora tem outra perspectiva das coisas. E gosto que façam o mesmo comigo. Gosto de sentir que confiam. Até pode acontecer que as suas opiniões não façam com que mudemos a nossa, mas quanto mais não seja, que sirva para isso. Porque por mais que a amizade implique não esperar nada em troca, a verdade é que também gostamos que determinadas coisas sejam "retribuídas", não no sentido de gratidão (daí ter posto as aspas), mas no sentido de nos fazer sentir mais à vontade para partilharmos também os nosso problemas. Para mim não faz sentido de outra forma.
A verdade é que não somos super-humanos, que conseguimos ultrapassar tudo sozinhos. É mentira. Não conseguimos, de todo. O tempo ajuda, que sim, mas não é suficiente. Muitas vezes, senão todas, precisamos de colo e carinho e palavras amigas e festas no cabelo e abraços quentes e berros se preciso for e piadas sem piada nenhuma mas que só servem para nos fazer rir e telefonemas à hora que for. É assim. Ponto. Não há volta a dar-lhe.

sábado, 26 de junho de 2010

Da amizade


A amizade é uma coisa engraçada. É aparentemente simples, mas ao mesmo tempo tem muitas particularidades.
Quando as pessoas se cativam, criam-se laços (já dizia O Principezinho) e quando isso acontece, dificilmente se perde essa ligação. Não me refiro às amizades em que eventualmente se acaba por perder o contacto (porque acredito que nessas não houve essa ligação), mas sim às que sabemos que estão sempre lá, seja onde for, quando for, por que for, mesmo que o contacto não seja diário, nem até mesmo semanal e às vezes nem mensal. Desconfio que nesses casos há mesmo um fio invisível, que estica infinitamente e que nos liga a essas pessoas para onde quer que elas e nós vamos. E é esse fio que faz com que o contacto não se perca.
E depois ajudamo-nos uns aos outros, sem nos darmos conta do que ajudamos e de como somos ajudados; rimos, brincamos, cantamos e choramos; e fazemos planos, mesmo que depois não se concretizem; partilhamos bons e maus momentos; damos e recebemos conselhos; damos bocadinhos de nós e recebemos pecinhas dos outros. E tudo sem esperar nada em troca, como é fundamental. E o tempo passa, e os anos passam. E nem nos apercebemos do quanto que passou. E do que conseguimos ultrapassar graças a essas pessoas maravilhosas a quem chamamos de amigos. Aqueles do peito, do coração mesmo, aqueles sem os quais não conseguimos viver, porque é mesmo assim. E ao fim e ao cabo, vai-se a ver, e o que é que importa mesmo para além da amizade?


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Birmingham - um mundo à parte

Birmingham foi:

- aventura na auto-estrada a caminho do Porto
- matar saudades de andar de avião
- andar de comboio até ao centro da cidade
- começar a percorrer os mais de 14 km que fizemos num fim de semana :p
- dizer "No sauce" pela primeira vez no fim de semana
- conhecer o Hostel e os nossos companheiros de quarto, alemães, muito faladores e barulhentos :p
- perder ou não o comboio? Conseguir ou não ir ao mundo do Chocolate Cadbury? Sim! Mas à custa de mais uns km a andar ao passo do Celso
- ver como se faz o maravilhoso chocolate
- voltar a pé para apanhar o comboio de volta
- mais comboio para a terra do Shakespeare
- desilusão num jantar italiano
- ir à rua mais animada da cidade durante a noite: a verdadeira transformação da noite para o dia!
- dançar até não poder mais na discoteca mais variada que já conheci (temos é de dormir bem antes de ir para lá!)
- voltar a pé para o Hostel, a arrastarmo-nos completamente
- dormir bem melhor, sem a participação sonora dos nossos companheiros :p
- andar mais a pé para fazer as compras finais e conhecer mais um bocado da cidade
- andar de Expresso em Inglaterra e apanhar um acidente na auto-estrada
- quase perder o avião de volta (já nos estávamos a ver em Londres!)
- emoção até ao último minuto
- exercício físico até mais não
- centenas de fotografias
- No Sauce e Mind the Gap
- miúdas/mulheres completamente loucas

Uma viagem espectacular e inesquecível!

domingo, 6 de setembro de 2009

Mais dois selinhos ;)

Aqui O Cantinho foi premiado com mais dois selinhos, oferecidos pela Catarina, a quem eu agradeço com beijinhos e sorrisos. :) Aqui vão eles:



Selo publicado no blogue, já está.
5 coisas que adoro na vida:
- Estar com a minha família
- Estar com os meus amigos
- Estar bem-disposta
- Dançar
- Ler
E fico-me por aqui, para cumprir as regras. :p Passo este selinho à menina Nádia e Raquel.

Muito muito obrigada por este selo! É bom saber que alguém acompanha e gosto do que escrevo. ;)
Reencaminho às mesmas duas meninas.
Beijinho grande para ti*

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Amizade

Há gestos no dia-a-dia que nos deixam sem palavras.
São gestos que são iguais a amizade, mesmo.
Deixam-nos sem saber o que dizer ou fazer. E muitas vezes nem são precisas palavras. Basta agradecer, nem que seja com o olhar ou com um abraço.
Neste caso, uso as palavras para agradecer. E deixo beijinhos às meninas. ;)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

As noites inesperadas são as melhores

Aquelas que só estamos a contar que se resumam a um café entre amigos e uma boa conversa e que depois começam com uma ida ao cinema, continuam num bar animado, onde se esperava só a tal conversa, mas acabam na pista de dança, a abanar o capacete e a cantar, com pessoas que já não se veêm há algum tempo, são, de facto, as melhores noites. Aquelas que não se planearam :)

Música que vai na minha cabeça: "Look what you've done" - Jet

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Parabéns!!

Hoje o meu amigo António faz anos e, como o prometido é devido, transcrevo aqui o poema de Fernando Pessoa do seu dia :)
Deliciem-se:

"Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas-noites,
E a minha voz contente dá as boas-noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme."

Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), Ficções do Interlúdio

Por acaso coincidiu ser o do dia de anos dele, mas é desde logo um dos poemas de que mais gosto deste Poemário :) as ideias simples de Alberto Caeiro dizem tudo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Não, a sério Parte II

Expliquem-me por que é que quando estreia um filme que eu (nós) quero (queremos) ver, estreiam logo mais dois ou três que também quero (queremos) ver. E depois isso coincide com os cafés/jantares/rasganços...
Mas será que é assim tão difícil estrear só um filme por mês ou então, pronto, vá, um filme de 15 em 15 dias? É que, por mais eu queira, não me consigo desdobrar em mais do que uma mas, ao mesmo tempo, quero ir a todo o lado. E depois, vamos a ver, e os filmes vão indo embora e eu não os vi.
Isto assim não dá, definitivamente.

Música que vai na minha cabeça: "Green Eyes" - Coldplay

domingo, 18 de janeiro de 2009

Poema #1

Ontem foi dia de mais um dos nossos jantares. Dois anos depois, voltámos lá e foi fantástico :)

A Sílvia ofereceu-me um Poemário de Fernando Pessoa. Tem um poema para cada dia do ano e, por isso, este blogue vai passar a ter uma vertente de cultura ;) mas como hoje já é dia 18 e há mais poemas para trás, vou transcrever o do dia 2 de Janeiro:

Poema de hoje:

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro,
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo
o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos
podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."
Alberto Caeiro, Poesia
Música que vai na minha cabeça: "The man who can´t be moved" - The Script

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vocês aí que seguem este blogue...

Não querem seguir os passos da Catarina e assumirem-se seguidores deste blogue?
Era bom, não era? ;)
Já que são tantos :p contam-se assim... hum... deixa-me cá ver bem... pelos dedos de uma mão :p

PS - tá frio... :/

Música que vai na minha cabeça: "Lucky" - Jason Mraz feat. Colbie Caillat

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Manifestação de amizade

Depois de uma manifestação de amizade e da dedicatória de uma música no blogue da Catarina (é um dos blogues que eu estou a seguir), quero aqui deixar o meu agradecimento, já que ela é uma das seguidoras aqui d'O Cantinho :)
Gosto muito da música que me dedicaste (a mim e à Sílvia). Já a conhecia, mas penso que era de um anúncio da Televisão, não me lembro é que anúncio era (como não podia deixar de ser :p).

Gosto de pensar que há um lugar assim, "over the rainbow", "onde os problemas desaparecem ou derretem como rebuçados de limão", como disseste. Um lugar livre de quaisquer complicações, onde os sonhos são possíveis, ou melhor, onde a concretização dos sonhos é possível, porque os sonhos são sempre possíveis. Mas o problema está em acreditar que esse lugar existe. Acho que cabe a cada um de nós procurá-lo ou, pelo menos, tentar.

Achas que o que escrevo é triste. Reconheço, quando leio como uma simples seguidora, que pode parecer, sim. E às vezes não parece só, é mesmo. Mas escrevo simplesmente o que sinto no momento, tal e qual como estou a fazer agora. E se assim é, então deve querer dizer alguma coisa. Não deixo de ser uma pessoa alegre por escrever assim, mantenho o mesmo sorriso que me conheceste. Aqui há uns dias disseram-me que eu tenho "um sorriso que não acaba nunca". Se é verdade, vou tentar que não acabe, ou antes, que dure bastante tempo :)

Música que vai na minha cabeça: "Over the rainbow" - Israel Kamakawiwo'ole (tinha que ser ;))

domingo, 21 de dezembro de 2008

Jantar de Natal do 13

Ontem, 20 de Dezembro, foi dia de mais um jantar do 13, desta vez, o de Natal.

Foi.... sem palavras para descrever... Tão bom relembrar os velhos tempos; ver que continuamos os mesmos, apesar da distância e do pouco tempo que estamos juntos; que mantemos a mesma alegria e vontade de rir; que quase parecemos crianças quando estamos juntos, mas conseguimos na mesma ser sérios; que os nossos jantares, inevitavelmente, acabam sempre com uma "guerra" de papelinhos :p; que somos amigos!
Que saudades vossas! E soube a tão pouco...
Mas valeu por tudo! Já há muito tempo que não me ria assim e soube tão bem!
Ficam algumas fotos, para mais tarde recordar ;)





Música que vai na minha cabeça: "Brighter than Sunshine" - Aqualung